Salário da nova diretora será de R$ 42.852,00 e terá custo anual de R$ 1.028.464,80
A diretora Operacional indicada pelo Sindsul, Camila Porto Carvalho, tomou posse na Cemig Saúde nesta segunda-feira, 9 de março. A indicação pelo Sindsul estava prevista no acordo judicial para a quitação e extinção das obrigações da CEMIG quanto ao custeio do plano de saúde PSI.
A indicação da atual diretora foi feita em 09/01/2026, mas a descrição do cargo só foi definida na reunião desta terça-feira, 09/03/2026. Na reunião que deu posse à indicada, não foi apresentada qualificação nem experiência comprovada para assumir o cargo. Camila foi assessora de Vanderlei Toledo, atual vice-presidente do Sindsul, quando ele exercia o cargo de DRP na Forluz.
As demais entidades não têm direito a voto para barrar a indicação.
O cargo foi inicialmente criado no acordo firmado pelo Sindsul e Federação das Indústrias Urbanas (FTIUMG), em 11/09/2025, e entrou como uma das exigências dessas entidades para a unificação dos acordos. Dizia o então dissídio do Sindsul/FTIUMG:
As Entidades suscitantes do Dissídio Coletivo n. 0011802-15.2025.5.03.0000 terão direito a um cargo de Diretor na Diretoria Executiva da Cemig Saúde, que será indicado pelo Sindicato dos Eletricitários do Sul de Minas Gerais – SINDSUL, atendidos os requisitos exigidos para o cargo, que ficará responsável pelo relacionamento com os beneficiários.
Os demais sindicatos e associações (ABCF, AEA-MG, Senge, Sindieletro e Sindicato de Juiz de Fora) criticaram a criação deste cargo, considerando o gasto e a forma de indicação por um único sindicato, mas foi mantido no Acordo Único por exigência do Sindsul nas negociações.
No acordo único, ficou redigido assim:
“Diretoria Executiva: fica assegurado um Diretor Operacional de “mercado” indicado pelo Sindsul, com mandato de 4 (quatro) anos. Este diretor não poderá ser empregado ou ex-empregado da Cemig. A contratação do diretor operacional será regida pelas normas de governança da Cemig Saúde para admissão de empregados. Ao término do primeiro mandato, o Comitê Gestor deverá avaliar a permanência ou não do cargo de diretor operacional e, se mantido, o indicado deverá ser avaliado e aprovado pelo Comitê Gestor”.
Demais entidades criticaram indicação
A indicação tem sido muito criticada, afinal foi criada uma diretoria no momento em que se negociava a retirada do patrocínio da empresa do plano de saúde dos aposentados e, para piorar, através da indicação de um único sindicato.
• Primeiro o Sindsul queria ter uma “segunda” Diretoria de Relações com os Beneficiários, para que pudesse indicar o diretor, uma vez que não conseguia eleger seus candidatos.
• Depois, no Acordo Único, alterou para uma Diretoria “Operacional”, mas sempre exigindo que o diretor seria indicado exclusivamente pelo Sindsul. No Acordo, ficou estabelecido que “Este diretor não poderá ser empregado ou ex-empregado da Cemig”.
• De fato, a indicada, Camila Porto Carvalho, não é nem foi empregada da Cemig, mas foi empregada da Forluz. Durante sua passagem pela Forluz, ela foi demitida e, posteriormente, recontratada como assessora do então DRP Vanderlei Toledo, hoje vice-presidente do Sindsul, segundo o site da entidade. Ela foi novamente demitida da Forluz no final do mandato do ex-diretor.
• A indicação de Camila casou revolta em vários beneficiários pela proximidade com Vanderlei Toledo, que negociou e assinou os acordos ao lado do Sindsul.
• Outro fato bastante estranho é que a indicação da Camila foi feita em 09/01/2026, mas a descrição do cargo só foi definida na reunião desta terça-feira, 09/03/2026.
• Conforme apuramos, na reunião não foi apresentada qualificação nem experiência comprovada para assumir o cargo. Bastou a indicação do Sindsul.
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